Você é sua linguagem.
Duvida !?
Se duvida, se prepare.
Se quiser entender, esteja pronto pra ler e reler,
ouvir – e ouvir mais uma vez !
Você, o que seria de você sem a linguagem ?
E não escrevo somente sobre a linguagem falada ou escrita…
Poderia você, pensar ?
Eu digo – Não !
Desde os primórdios, o que foi que possibilitou a sobrevivência da espécie humana, e o que tornou o humano – Homem ?
Eu digo, se não fosse pela linguagem, não existiriam nem vestígios da razão. Não existiria eu, nem “mundo”.
O fato é que é preciso linguagem para compreendermos qualquer coisa, ou compreendermos que nada podemos saber.
Sem ela, os olhos para nada serviriam. Os olhos humanos.
Pois olhariam tudo, e veriam nada.
Repito, olha pra tua linguagem, cego !
Daí podes enxergar o mundo.
Já disseram algo assim em uma história de milagre, em um livro bastante extenso, e talvez o mais conhecido por esses lados de cá.
Não estou dizendo a linguagem como exclusividade humana,a linguagem escrita e meio de comunicação pessoa-pessoa.
Mas a linguagem é sim o que possibilita o Homem ser hoje, o que é, ou o que era.
Mundo-Homem-Homem.
Cada conceito, cada pensamento, até a menor das coisas que você consegue imaginar.
Podes acreditar que é tudo, tudo pela linguagem ?
Sim ?
Não ?!
Gabriel Henrique da Silva.
Um Comentário
Pois é.. A linguagem é inerente a todos os seres vivos. Homens e animais, sabidamente; mas, porque não vegetais, objetos, clima..? Se pensarmos no tanto de coisas que desconhecemos (refiro-me nao ao fato de nao sabermos, mas ao fato de nao podermos obter concretamente sequer vestígios do que julgamos saber, haja vista a soberba que o homem julga ter), e aceitarmos nossa capacidade ínfima perante a vida e as coisas naturais que dela provêm, porque nao aceitarmos que nao somos o dono da nossa propria linguagem? A linguagem é que nos têm; é por causa dela que nos comunicamos, e a isso se chama “comunicação”. Isso nos difere das demais coisas. A “comunicação” nos faz soberbos, nos faz arrogantes, nos faz falsos e mentirosos, e também nos tira a ética que provavelmente teríamos se nao pudéssemos nos comunicar, mas apenas fazermos uso da nossa linguagem para os fins autênticos.